Ruy Espinheira Filho – Ruy Alberto d´Assis Espinheira Filho –, nascido em 12 de Dezembro de 1942, soteropolitano, viveu a sua infância com liberdade nas ruas de Poções, sudoeste baiano. Imerso nas quimeras sugeridas pelos filmes, livros, pela poesia e… pelas mulheres. Assim, na transição de menino para homem, Ruy descobriu o mundo, e se preocupou com o tempo.
No âmago familiar, o poeta, filho de Ruy Alberto de Assis Espinheira e Iracema D´Andrea Espinheira e irmão de seis homens, alcançou a plenitude com a paternidade, gerando Matilde e Mario. “Ter filhos é fundamental. Os filhos nos educam, nos fazem valorizar mais a vida”.
Descreve seu planeta como: “Uma bela casa com habitantes abomináveis”. Mas é rodeado por criaturas que considera amigas. O poeta valoriza o amor em todas as formas, seja louvando a beleza da mulher, ou no âmbito da família, ou apreciando a boa companhia dos amigos.Seus sonhos de menino eram ser artista de cinema, aventureiro, jogador de futebol, escritor. O sonho atual é ter mais tempo para continuar sonhando.
A identificação com as suas obras é muito pessoal, são como filhos: “Eu me identifico com todos os meus poemas. Afinal, todos nasceram de mim, são feitos de mim”. Considerando que a musa inspiradora pode estar em qualquer coisa, em qualquer lugar, Ruy, livra-se de correntes, de bloqueios e, com papel e o lápis na mão, ele escreveu/escreve seus amores, suas desilusões, seus devaneios, com a naturalidade de uma conversa informal com um grande amigo. E dessa conversa saíram e saem grandes obras como:
POESIA
Poemas (com Antonio Brasileiro). Feira de Santana-BA: Edições Cordel, 1973.
Heléboro. Feira de Santana-BA: Edições Cordel, 1974.
Julgado do vento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.
As sombras luminosas. Florianópolis: FCC Edições, 1981. Prêmio Nacional de Poesia Cruz e Sousa.
Morte secreta e poesia anterior. Rio de Janeiro: Philobiblion/INL, 1984.
A guerra do gato (infantil). Salvador: Jornal da Bahia, 1987; 2ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.
A canção de Beatriz e outros poemas. São Paulo: Brasiliense/Jornal da Bahia, 1990.
Antologia breve. Rio de Janeiro: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (col. Poesia na UERJ), 1995.
Antologia poética. Salvador: Copene/Fundação Casa de Jorge Amado, 1996.
Memória da chuva. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996; 3ª impressão 1999. Finalista do Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira e do Prêmio Jabuti, ambos em 1997; Prêmio Ribeiro Couto — União Brasileira de Escritores —, 1998.
Livro de sonetos. Feira de Santana-BA: Edições Cordel, Coleção Poiuy, 1998.
Poesia reunida e inéditos. Rio de Janeiro: Record, 2ª ed., 1998.
Livro de sonetos. 2ª. ed. rev. ampl. e il. Salvador: Edições Cidade da Bahia/Capitania dos Peixes, 2000.
A cidade e os sonhos/Livro de sonetos. Salvador: Edições Cidade da Bahia/Fundação Gregório de Matos, 2003.
Elegia de agosto e outros poemas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. Prêmio Academia Brasileira de Letras de Poesia, 2006. No mesmo ano, Prêmio Jabuti (2° lugar), da Câmara Brasileira do Livro, e “Menção Especial” do Prêmio Cassiano Ricardo – UBE/RJ.
Romance do sapo seco: uma história de assombros. Salvador: Edições Cidade da Bahia, 2005.
Sob o céu de Samarcanda. Rio de Janeiro/Brasília: Bertrand Brasil/FBN, 2009.


















