
Poeta Gregório de Matos
Na Bahia essa forma de fazer mensagens criativas vem de tempos longínquos. Desde o século XVI com a origem do barroco. Seu marco inicial em 1601 com a publicação do poema épico, Prosopopéia, a primeira obra, propriamente literária, escrita no Brasil, pelo português, radicado no Brasil, Bento Teixeira. Um grande nome do cenário literário baiano foi o português Antonio Vieira vindo de Lisboa conhecido como grande orador, o “artista da língua” segundo o poeta Fernando Pessoa. Fascinado pelos dramas humanos, inimigo da inquisição, defensor de escravos e judeus, teve como principais obras Clavis Prophetarum, “Sermão da Quinta Dominga da Quaresma”, o “Sermão da Sexagésima”, o “Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda”, o “Sermão do Bom Ladrão”, entre outros. Mas, o barroco teve outras grandes representações aqui na Bahia, como o poeta baiano, Gregório de Matos (1623 – 1696). Conhecido como “Boca do Inferno”, apelido recebido graças a sua língua afiada nas críticas direcionadas a padres, freiras, políticos, enfim, a sociedade da época. Gregório desenvolveu sua arte tanto no estilo cultista, linguagem rebuscada, quanto o conceptista, explorando o conceito.

















