Fonte: Fundação Pedro Calmon
Produção literária acadêmica ganha projeto de incentivo no mercado editorial baiano
A editora baiana Kalango reunirá estudantes, escritores baianos e público em geral para um encontro literário especial no mês em que se comemora o Dia do Livro. No próximo dia 27 (quarta-feira), a empresa lançará a primeira edição da Coleção Licuri – projeto que visa oportunizar a produção literária acadêmica na Bahia. A coleção inaugural contará com a publicação de três obras: A Palavra como Ferramenta de Gestão, de Matilde Eugenia Schnitman, Modernidade sem Rosto, de Adroaldo Belém e Identidade Vacilante, de Fabiola Kalil. Os interessados em conhecer o projeto Coleção Licuri, podem participar da noite de lançamento que será no dia 27 de outubro, a partir das 19h, na Fundação João Fernandes da Cunha, Campo Grande. A Coleção Licuri foi selecionada no Edital de Apoio a Editoras para Edição de coleção de livros 25/2008, da Fundação Pedro Calmon/Secult.
“A Bahia carece de iniciativas de estímulo a produção e publicação de literatura especializada. Sabemos que, nas universidades, há um universo rico de trabalhados com potencial para o mercado editorial baiano”, declara o diretor da Editora Kalango, Dhan Ribeiro. Segundo Ribeiro, a cada edição, a Coleção Licuri irá publicar uma obra literária acadêmica produzida por autores baianos. “Além de fomentar a produção literária acadêmica, iremos promover a circulação de conhecimento, a partir de estudos que propõem investigar o universo regional”, diz o editor.
O aumento do número de universitários e a crescente demanda por literatura especializada acadêmica versada nas diversas áreas do conhecimento humano também fundamentam o projeto. “As pequenas editoras asseguram a diversidade e o pluralismo editorial através de sua autonomia, mesmo não havendo garantia de que os novos autores serão acolhidos e “eleitos” pelo público e/ou pelo ambiente acadêmico”, explica Ribeiro.
A Coleção Licuri visa atender esta necessidade com o lançamento de um Selo Editorial que contemple conteúdo (trabalhos originais produzidos por escritores e pesquisadores baianos); qualidade (projeto gráfico, acabamento, papel, capa) e preço (distribuição da produção no mercado livreiro baiano e nacional a preço de capa acessível).
Na primeira coletânea, a autora Matilde Eugenia Schnitman aborda a migração do contexto teórico para o cotidiano, das palavras-conceito buscando relação entre o significante e o significado, na obra A Palavra como Ferramenta de Gestão. Já em Modernidade sem Rosto, o escritor Adroaldo Belém traz a história da modernidade de Salvador, entre o fim do século XIX e início do século XX, retratada pela implantação da telefonia na cidade. Em Identidade Vacilante, Fabiola Kalil discute sobre as políticas públicas do livro didático a fim de avaliar os possíveis impactos e as possíveis exigências do Projeto de Lei nº. 4.976/2005, que trata da regionalização da produção.




















