O Grupo Canto In Verso alia boa música e poesia nas apresentações que faz pela cidade. A cantora Dora Bahiana, o poeta José Abbade e o volonista Marcelo Issa conseguem interagir com a platéia.
Em entrevista exclusiva ao Poesia Baiana, Canto In Verso fala sobre mercado editorial, porque trabalhar música e poesia nos shows e muito mais.
Poesia Baiana-Como surgiu o Grupo Canto In Verso?
Grupo Canto In Verso- A idéia veio do poeta José Abbade, do Rio de Janeiro, após experiência de 4 anos em um grupo criado por ele, que misturava música e poesia, o “CantandoConVerso” nas noites cariocas. Em 2005, o poeta conheceu Dora através de familiares. Ao conversarem sobre música, ambos se mostraram interessados nas artes um do outro, visto que, Dora já tinha feito alguns shows em Salvador homenageando poetas e Abbade tinha a experiência do CantandoConverso. O violonista Marcelo Issa foi apresentado por um amigo de Dora. E assim surgiu o Canto in Verso. O nome do grupo surgiu através de um brainstorm entre os 3 integrantes.
Há quanto tempo vocês estão juntos? Nos conhecemos em 2005, mas a estréia do Canto in Verso se deu em março de 2006, no Theatro XVIII.
Porque unir música e poesia? Musica é Poesia. Poesia é Música. E ao se misturar, surge algo novo em que textos e acordes se fundem ao sentimento, produzindo algo inovador. A idéia de poesia ser algo chato ainda impera no mercado, pois a forma antiquada e enfadonha como ela é apresentada ainda prevalece. As artes se modernizaram,como cinema, música, teatro, artes plásticas. Mas a poesia ainda (com algumas exceções) é apresentada com muito blá blá blá. Assim, a música abre alas para a poesia e a poesia ajuda a dar sentido à música!
Como o público recebe esta mistura de música e poesia?Antes de conhecer pode se mostrar reticente, pelos motivos acima, mas todos que assistem ao show saem com muito boas referências,vão ao camarim cumprimentar e percebem que a poesia pode ser apresentadade várias formas, inclusive com humor. É sempre muito boa a aceitação do nosso show entre o público.
Como é feita a divulgação do grupo? A divulgação é feita por parceiros de sites e blogs, mídia impressa, rádios,agenda cultural de salvador e, através dos apoios, panfletos de divulgação dos shows. Temos também orkut, twitter e myspace.
O que vocês acham da poesia na atualidade em relação ao mercado editorial? Esquecida. Em prateleiras cada vez menores e mais escondidas. Mas a culpa não é do mercado editorial, é um conjunto de fatores, que começam pelas políticas públicas de incentivo à leitura e ao consumo de literatura, nesse caso, poesia. Não adianta colocar exemplares de poesia nas melhores gôndolas se não há interesse do público de comprar. Muitos colocam as editoras como vilãs do processo. E não é bem assim.
Quais os projetos para o futuro? Nosso plano maior é levar a cada vez mais pessoas a nossa arte, o sentido do nosso trabalho, as mensagens que cada espetáculo traz, quem sabe nos tornando um ator social, capaz de influenciar, especialmente os jovens, no desenvolvimento de um interesse pela Literatura, boa música e arte, de um modo geral. Dessa forma, podemos formar não apenas apreciadores, mas também produtores de conteúdo intelectual,enriquecendo mais ainda a Bahia, este celeiro de produção. Temos alguns projetos e planos, ligados ao âmbito escolar e empresarial. A poesia e a música deveriam voltar às salas de aula. Para tanto, estamos em busca de parcerias com órgãos ligados à educação para dinamizar nossas presentações e oficinas em escolas e demais instituições de ensino. No ramo empresarial, percebemos que a arte é uma excelente ferramenta de treinamento. Participamos de alguns eventos corporativos e os resultados vêm sendo muito positivos.

















