REALISMO – Após o Romantismo, temos o Realismo que chegou ao Brasil em 1881 com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis. As produções possuíam como características o objetivismo, universalismo, valorização do material, haviam deixado de lado o nacionalismo e passaram a valorizar o presente. Alguns autores da época foram Raul Pompéia, Aluísio de Azevedo, Adolfo Caminha, Domingos Olímpio. Durante o realismo a poesia tinha um movimento literário próprio conhecido como Parnasianismo, foi o momento de preocupação com a “arte pela arte” ou a “arte sobre a arte”.
SIMBOLISMO – O livro de poesia Broquéis do autor Cruz e Souza marca no Brasil o início do movimento Simbolismo em 1893. A poesia no Simbolismo “é apenas a expressão daquelas relações e correspondências que a linguagem, deixada a si própria, cria entre o concreto e o abstrato, o material e o ideal, e entre as diferentes esferas do sentido”. (HAUSER apud NICOLA, 1989, p. 157).
O simbolismo chega para contrapor o realismo e suas características, valorizando as manifestações metafísicas e espirituais. O homem deixa de ser objetivo para voltar a ser subjetivo como foi na era romântica. Algumas características do Simbolismo são: a valorização do inconsciente e do subconsciente, os estados da alma, possui uma linguagem carregada de símbolos, musicalidade. Alguns autores que marcaram a época foram Cruz e Souza, Alphonsus de Guimaraens e Eugênio de Castro.
MODERNISMO - Em 1922 na cidade de São Paulo, aconteceu a Semana de Arte Moderna, marcando o início de um novo movimento literário no Brasil, o Modernismo. “A defesa de um novo ponto de vista estético e o compromisso com a independência cultural do país fazem do modernismo sinônimo de ‘estilo novo’, diretamente associado à produção realizada sob a influência de 1922”. (ENCICOLPÉDIA ITÁU CULTURAL; outubro, 2009).
A Semana de Arte Moderna deixou para trás as correntes literárias como o simbolismo e parnasianismo. A primeira fase do Modernismo foi de 1922 a 1930 e valorizou a reconstrução da cultura brasileira sobre bases nacionais; promoção de uma revisão crítica de nosso passado histórico e de nossas tradições culturais; eliminação definitiva do nosso complexo de colonizados, apegados a valores estrangeiros (CABRAL, 2008). São alguns nomes dessa primeira fase, Oswald de Andrade, Carlos Drummond e Guilherme de Almeida.
Durante a Semana de Arte Moderna, Oswald de Andrade escreveu o Manifesto Pau-Brasil que foi publicado no jornal Correio da Manhã em 18 de março de 1924, um ano depois foi lançado o livro de poesias Pau-Brasil. “Oswald apresenta como proposta uma literatura extremamente vinculada à realidade brasileira, a partir da redescoberta do Brasil”. (NICOLA, 1989, P.225).
MANIFESTO VERDE-AMARELISMO – Em 1926, Plínio Salgado, Menotti Del Picchia, Guilherme de Almeida e Cassiano Ricardo lançam o Manifesto Verde-Amarelismo, criticando o nacionalismo, considerado por eles afrancesado, de Oswald de Andrade e propondo um nacionalismo primitivista e ufanista, idolatria a Tupi e a anta como símbolo nacional.
A segunda fase ocorreu entre 1930 a 1945, e a poesia teve mais destaque.
Alguns poetas da época foram Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, Jorge de Lima, Cecília Meireles e Vinícius de Moraes.
Uma geração de poetas em 1945 se opõe aos modernistas de 1922. São eles Lêdo Ivo, Péricles Eugênio da Silva Ramos, Geir Campos e Darcy Damasceno. Esses poetas queriam devolver à poesia a forma artística e bela da era parnasiana e simbolista. Mas nessa mesma época outros poetas continuaram a seguir as idéias modernistas entre eles temos como principal João Cabral de Melo Neto, e seguindo a mesma linha Ferreira Gullar e Mauro Mota.
As obras poéticas de João Cabral de Melo Neto eram objetivas, buscando retratar a realidade do cotidiano e muitas vezes até surrealista. Tinham como temas o povo nordestino, a Espanha (os pontos em comum com o nordeste brasileiro) e a Arte. João Cabral é conhecido como o poeta-engenheiro, “que ao construir uma poesia mais pensada, racional, num evidente combate ao sentimentalismo choroso, utiliza-se de uma linguagem enxuta, concisa, elíptica, que constitui o próprio falar do sertanejo”. (NICOLA, 1989, P.315).
Nas décadas de 50 e 60 a sociedade passava por transformações, e a poesia também passava por uma inovação formal que havia maior proximidade com outras formas de arte e desligamento do verso tradicional.
POESIA CONCRETA - Nesta época surgiu a Poesia Concreta através da Exposição Nacional de Arte Concreta, realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo, na qual se utilizavam recursos visuais, carga semântica, espaço tipográfico e geometria. Os poetas que aderiram à poesia concreta foram Haroldo Campos, Augusto de Campos, Décio Pignatari, Oswald de Andrade e João Cabral de Melo Neto.
Abaixo no vídeo o poema “Lygia Fingers” de Augusto de Campos:
POESIA PRÁXIS – Em 1950 surge a Poesia – Práxis por conta de desavenças no grupo concretista. Este tipo de poesia caracteriza-se pela repetição das palavras cujo sentido e dicção mudam conforme a posição no texto. Entre os poetas que fizeram este tipo de poesia, temos Mário Chamie, Mauro Gama, Yvone Giannetti Fonseca, Armando Freitas Filhos e Antônio Carlos Cabral.
A poesia dos anos de 1968 e 1978 preocupou-se com temáticas sociais, e os poetas ainda estavam escrevendo obras, entre eles Carlos Drummond, João Cabral e Ferreira Gullar.



















queremos um texto sobre a origem da poesia praxis desde o inicio da literatura portuguesa.